Astronomia

NASA planeja produzir o maior foguete do mundo

Com quase 100 metros, sistema da Agência Espacial Norte-Americana pode chegar à Lua, a asteroides e até a Marte.




NASA (agência espacial dos Estados Unidos) divulgou os projetos para a criação de um novo programa de exploração espacial, o Space Launch System. Se colocado em prática da maneira como está programado, o foguete construído pode ser o maior já montado pelo homem, com quase 100 metros de extensão.

Segundo a própria NASA, a primeira versão do foguete poderá levar cerca de 77 toneladas de materiais para camadas da baixa órbita terrestre. Boa parte da tecnologia utilizada seria importada de períodos mais antigos dos programas espaciais, porque o governo norte-americano cortou 9% do orçamento da agência. 

Com tanto peso, seria necessário utilizar mais de um motor para levar o Space Launch System até o espaço. São dois propulsores, aliados a cinco motores de hidrogênio/oxigênio dos ônibus espaciais. No segundo estágio, a propulsão seria baseada no motor J-2X (o mesmo utilizado pelos foguetes que levaram o homem à Lua nos anos 60 e 70).

(Fonte da imagem: reprodução / NASA)

 Estima-se que até 2017 cerca de 18 bilhões de dólares sejam gastos no projeto. A data não é aleatória: neste ano, deve ser realizado o primeiro lançamento sem pessoas. Apenas quatro anos depois será realizado o lançamento tripulado. Até 2025, a NASA pretende expandir a capacidade de carga do foguete para 130 toneladas, o que vai transformá-lo no maior foguete já criado.

GRAIL: Tudo pronto para nova missão lunar dos EUA

Se não houver atrasos, no próximo dia 8 de setembro os EUA iniciarão um estudo sem precedentes da estrutura da Lua. Para isso serão lançadas duas espaçonaves gêmeas que orbitarão a Lua durante 9 meses, coletando importantes dados sobre a crosta e núcleo do nosso satélite natural.

A dupla de sondas GRAIL (Gravity Recovery And Interior Laboratory) partirá de Cabo Canaveral, na Flórida, a bordo de um foguete Delta II, com duas possibilidades de lançamento. A primeira está marcada para as 09h37 BRT e a segunda às 10h16 BRT. Não foram divulgadas outras datas de lançamento caso o evento precise ser adiado.

Quando em órbita lunar, as gêmeas GRAIL-A e GRAIL-B percorrerão 4.2 e 4.3 milhões de quilômetros cada uma e durante essa jornada enviarão sinais de rádio que definirão com extrema precisão a distância entre elas. O objetivo será criar um mapa altamente preciso do campo gravitacional lunar através da dilatação e contração da distância entre as sondas, provocadas por minúsculas variações regionais da gravidade.
A técnica utilizada na análise gravitacional é inédita e deverá fornecer dados 100 vezes mais precisos para a região do lado visível da Lua e pelo menos 1000 vezes mais acuradas para o lado oculto.

Além disso, o estudo também permitirá aos cientistas entenderem melhor a estrutura do interior da Lua, desde a crosta até o núcleo, aumentando o conhecimento dos cientistas sobre sua evolução termal.

"A missão GRAIL vai desvendar não só os mistérios lunares, mas permitirá uma melhor compreensão da Terra e de outros corpos rochosos", disse a cientista Maria Zuber, principal investigadora das sondas Grail junto ao Instituto de Tecnologia de Massachussets, MIT.

Esta será a primeira vez que uma agência espacial tentará uma série de manobras complexas de duas espaçonaves robóticas fora da órbita da Terra. A tarefa é considerada bastante delicada já que a posição de inserção dentro da órbita lunar e as distâncias entre as sondas são fundamentais para o sucesso da missão.
Além da intrincada operação, a missão irá proporcionar uma oportunidade única para os estudantes de ensino médio dos EUA. A bordo de uma das sondas foi instalada uma câmera operada remotamente que permitirá aos alunos fazerem fotos da Lua para serem usadas durante as aulas. A ideia partiu da primeira astronauta americana Sally Ride, que está coordenando o projeto, batizado de MoonKan. 

   Lunação

 

 

 

 

 


Quando a Lua encontra-se em conjunção com o Sol, a face visível está totalmente às escuras e a face oculta está iluminada. 

É a Lua nova (Lua nº 1). Uma vez que nesta fase a Lua nasce e se põe com o Sol, ela só é visível quando ocorre um eclipse solar.

(Lua nº3). Vem daí o nome Quarto crescente. Nesta fase a Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe à meia-noite.

Quando a Lua se encontra em oposição ao Sol, em torno de 15 dias após a Lua nova, sua face visível fica totalmente iluminada, é a Lua cheia(Lua nº 5)

Nesta fase a Lua nasce quando o Sol se põe e seu ocaso ocorre ao nascer do Sol. É nessa fase também que acontecem os eclipses lunares (o momento em que a Lua cheia está mais próxima da Terra é denominado Superlua.)

Mais uma semana até que se forme um ângulo de 270º e a Lua estará em Quarto minguante(Lua nº 7). Nesta fase a Lua nasce à meia-noite e se põe ao meio-dia.
O ciclo de lunação se completa em pouco mais de 29,5 dias e é, portanto, quase dois dias mais longo que a translação. 

Isto ocorre em função do movimento de translação da Terra.



John GOODRICKE (1764-1786) e o brilho das estrelas.

Devido a ter tido escarlatina na infância, ficou completamente surdo. Talvez, por isso, desenvolveu uma grande acuidade e sensibilidade visual, o que fez dele um astrónomo extraordinário, apesar de ter morrido apenas com 22 anos. Era capaz de detectar a mais pequena variação no brilho de uma estrela de uma noite para outra, o que era muito difícil pois tinham de ser tidos em conta factores, como as condições atmosféricas, a variação do luar e outros.
Um dos seus primeiros trabalhos foi traçar o gráfico da variação de brilho da estrela Algol.
A variabilidade da Algol fora registada, pela primeira vez em 1667, por G. Montanari, mas é provável que esta propriedade já tivesse sido notada muito antes. J. Goodricke, entre Nov.1872 e Maio.1783, traçou um gráfico cuidadoso que indicava que os máximos de brilho estavam separados por 68h e 50m.

Variação do brilho das estrelas variáveis: Algol e Lambdi Tauri

Foi ele também o primeiro a propor um mecanismo para esta variação, sugerindo que ou um corpo escuro passava em frente da estrela ou a própria estrela tinha uma zona escura que periodicamente se voltaria para a Terra. Por esta explicação foi condecorado com a Medalha Copley, um prémio atribuído pela Royal Society de Londres por "realizações proeminentes na pesquisa em qualquer ramo da ciência, alternando entre as ciências físicas e ciências biológicas". Em 1881, E. Charles Pickering mostrou que se tratava de uma binária eclipsante, isto é, um sistema de duas estrelas em que uma eclipsava a outra. 
Esta descoberta sobre a Algol não acrescentou nada de especial ao problema da medição das distâncias. Foi um outro tipo de estrelas variáveis que veio revolucionar esta questão, já que tinham uma variação muito característica.
Olhando o tipo de variação, salta à vista uma diferença marcante entre as estrelas variáveis em geral, caso da estrela Algol (ver acima) com uma periodicidade simétrica, e um grupo particular cuja variação era em dente de serra.
Variação de Brilho da Cefeida Delta Cephei

Esta variação não se podia explicar com base num eclipse causado por uma das estrelas do binário, pelo que devia implicar algum mecanismo intrínseco à própria estrela. Por isso, lhes foi atribuído um nome específico: Variáveis Cefeidas ou simplesmente Cefeidas.
É curioso que tenham ficado conhecidas por Cefeidas e não por Aquileidas. É que, na noite de 10.Set.1784, Pigott descobriu uma destas estrelas, a Eta Aquilae, a Eta da Águia. E só um mês mais tarde (10.Out) é que Goodricke detectou também uma estrela de brilho análogo, a Delta Cephei, a Delta de Cefeu. Este tipo de variação ainda não fora detectado antes. Não encontrei resposta para a questão que coloquei sobre o nome. Mas é estranho já que a primeira a ser detectada foi a Eta da Águia. Seria pela notoriedade que entretanto Goodricke alcançara?     
 Variação do brilho das duas primeiras Cefeidas: Eta Aquilae e Delta Cephei
Houve várias tentativas para determinar esse tal mecanismo interno.
Hoje sabe-se o que se passa. A generalidade das estrelas estão num equilíbrio estável entre a força gravitacional que as comprime e a pressão da radiação que tende a expandi-las. Mais tarde, como já referi, veremos com mais pormenor o ciclo de vida das estrelas.

As Cefeidas, pelo contrário, estão em equilíbrio instável que causa a oscilação. Quando a estrela está relativamente fria, a pressão da radiação não consegue contrariar a acção da gravidade e a estrela contrai-se. Mas ao contrair-se, aumenta a temperatura, o que lhe permite intensificar as reacções nucleares, produzindo mais energia, que, ao superar a força da gravidade, faz a estrela expandir-se. Porém, ao expandir-se arrefece de novo, as reacções nucleares diminuem e este ciclo vai-se repetindo.

O período da Cefeidas gira em torno de 1 a 20 dias.

Voltando atrás, no século XIX, surgiram os caçadores de Cefeidas. Em 1888,  S. C. Chandler publicou o primeiro catálogo com 225 estrelas variáveis; o segundo catálogo continha 260 estrelas e o terceiro, em 1896, 393. Os períodos variavam de uma semana a um mês. Mas havia dois problemas:
- a subjectividade do observador, sobretudo quando o fenómeno era fugaz e dependia da memória;
- o registo da observação só podia ser feito em palavras ou num esboço. 

Foi então que se deu mais uma descoberta revolucionária: a da fotografia e a sua aplicação à astronomia.



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